Bárbara Borges, quem diria, quase ficou careca. Aos 20 anos, ela já tinha sido louríssima na época em que foi paquita da Xuxa, pintou o cabelo de ruivo para uma peça e decidiu voltar ao tom claro. Os fios, como o de qualquer mortal, não aguentaram tanta química e começaram a cair.

— Quando eu penteava e saíam tufos de cabelo, eu chorava tanto! Era muito impulsiva: me dava vontade, eu mudava. A partir disso comecei a respeitar os fios antes de jogar química — conta Bárbara.

Para a sorte da atriz e das suas personagens, o tratamento deu certo e, sem qualquer apego, ela usa o cabelo como instrumento de trabalho. Atualmente, aos 30 anos, pode emprestar para a cabeleireira Elvira de “Bela, a feia” toda a experiência ob$em tantas horas gastas no salão de beleza.

— Muita coisa que a Elvira fala eu peguei das manicures do salão que frequento. Ela fala “dorei”, em vez de adorei — explica a atriz, que já se vira nas funções típicas da profissão: — Sei fazer escova e as unhas.

Prova do poder do cabelo são os ensaios para a “Playboy”. Capa em 2005, quando interpretava a homossexual Jenifer de “Senhora do destino”, Bárbara tinha os fios curtos e louros. O segundo ensaio chega às bancas na próxima terça-feira, com a atriz parecendo outra mulher, como ela mesma define:

— A versatilidade que o cabelo me dá ajuda bastante. O ensaio está todo diferente. Antes, tinha um clima mais menina, agora está mais exuberante. O cabelo longo da Elvira dá esse ar de mulherão.

Seja ele curto, longo, frisado ou liso, quando o assunto é cabelo, Bárbara segue apenas uma regra:

— Tem que combinar com a personagem.